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Em um depoimento que durou 4h45min, no prédio do Tribunal Regional Federal, no centro de São Paulo, o presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, afirmou que, se soubesse que o dinheiro do Grupo MSI era ilícito, não teria feito a parceria, no fim de 2004.
Dualib foi ouvido pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis, que acatou denúncia do Ministério Público Federal, e pelos próprios promotores da MPF, que investigam a parceria há dois anos. Depois dele, foi a vez de o vice Nesi Curi falar.
– Não houve novidade no depoimento. Ele (Dualib), obviamente, alegou inocência e disse que, se soubesse que o dinheiro (do MSI) era ilícito, não teria feito a parceria. Mas continuo confiando nas provas obtidas pelo Ministério Público Federal – afirmou o promotor do MPF Sílvio Luís Martins de Oliveira.
Dualib e Curi, além do empresário Renato Duprat, do dirigente Paulo Angioni e do advogado Alexandre Verri, são acusados de crime de lavagem de dinheiro. O russo Boris Berezovsky e os iranianos Kia Joorabchian e Nojan Bedroud, que tiveram a prisão preventiva decretada, respondem por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Cansado e abatido, Dualib deixou a sala da 6ª Vara Criminal por volta das 18h15min (havia começado a depor às 13h30min).
– Não posso falar muito porque é segredo de Justiça. Estou tranqüilo, mas com muita fome porque não almocei – afirmou o presidente afastado do Corinthians, que deixou o prédio acompanhado de seu advogado Roberto Podval.
Podval retornou à sala rapidamente para se encontrar com Curi.
Nesta quarta-feira, às 13h, será a vez dos depoimentos de Renato Duprat, que intermediou a parceria e que representou o Timão por alguns meses, e Alexandre Verri, advogado do MSI.
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