A torcida Raça Rubro-Negra, do Flamengo, negou, por meio de sua assessoria de imprensa, que houvesse alguma parceria entre a facção e a torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians. A informação de que os torcedores dos dois clubes mais populares do Brasil estariam unidos foi dada ao LANCENET! pelo comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádio(Gepe), major Marcelo Pessoa.
De acordo com o relações públicas da facção organizada, Rodrigo Souza, o que aconteceu no Parque Antarctica, no último domingo, quando torcedores do Flamengo se enfrentaram, foi um fato isolado.
"Nós não somos aliados da torcida do Corinhthians, somos aliados do Flamengo. Quando algum time joga no Rio, a gente não vai ao estádio. Em São Paulo, aconteceu assim: o pessoal da Jovem é aliado ao da Independente (torcida do São Paulo), que também foi ao estádio. Chegando lá, houve a confusão e eles estavam em número muito maior. Não tinha torcida do Corinthians no meio. Tinha, sim, alguns amigos de membros da Raça de São Paulo que torcem para o Corinthians, mas não eram representantes da Gaviões", garantiu Souza.
A briga acabou resultando na perda de uma faixa da Raça Rubro-Negra, que foi queimada pelos rivais. Em represália à confusão, a Torcida Jovem do Flamengo está impedida pelo major Marcelo Pessoa de ir ao Maracanã com artigos que caracterizem a facção.
"Nunca tivemos a intenção de brigar com outras torcidas, mas sabemos que, às vezes, é impossível evitar isso. Mas nada fizemos em São Paulo. Gostaríamos de deixar claro que estamos prontos para colaborar com a Polícia Militar sempre que for necessário e ajudar a acabar com a violência dentro e fora dos estádios", afirmou.
Para a partida desta quinta-feira entre Flamengo e Juventude, a única preocupação do representante da Raça Rubro-Negra é com o que pode acontecer com os torcedores que forem impedidos de entrar com adereços da Torcida Jovem.
"Nós vamos para torcer, mas não sabemos o que eles estão pensando. Quando um jogador é expulso, ele quer carregar um para fora também. Esperamos que isso não aconteça logo mais", metaforizou Rodrigo Souza.
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